Mudamos de página!!!
Na onda do telemarketing, a partir de agora "estaremos atendendo em outro endereço": www.abrindopuertas.wordpress.com "Estaremos trabalhando" nesta outra página com posts novos a partir de novembro. É, gente. Brincadeira levada a sério agora. Página personalizada. Uhu!!! Não nos abandonem! Continuem lendo e comentando bastante. É só mudar o link dos favoritos da sua página. rs Acessem nosso novo blog, todo personalizado e com novas histórias: www.abrindopuertas.wordpress.com Beijos!!!
Escrito por Paulinha/ Samylle às 19h02
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Vale tudo!
Calma, seus tarados. Não vamos falar daquele clichê que vale em tudo entre 4 paredes. Até porque sobre isso já falamos no post "sexo e blá, blá, blá". Vale tudo, sim. Óbvio. Mas agora vamos falar sobre valer tudo nos mundo das artes. Este papo de livre expressão virou uma baderna. Agora qualquer um faz qualquer porcaria e conceitua como arte. Quer coisa pior que um poema mal feito? People! Poesia não é fácil, não. Tem que ter muito vocabulário, muita técnica e uma bela inspiração. Não adianta ficar colocando palavras soltas que lembram romantismo, juntar tudo e falar que é um poema. Sonhar... O mar! O lar? Sei lá... Dançar? Gritar! Ah, amar... Estão emocionados? Nããããão, né? Entenderam agora? Pior ainda fica quando são frases longas, sem sentido, como "os anjos tocam o coração dos solitários que não estão sós, mas sentem saudades dos que estão e já se foram." Quêê? Não é porque há lágrimas, orvalhos, anjos, coração, amor, noite e lua que, se juntar, vai virar poema. Nem adianta ficar enchendo de reticências que não vai dar nenhum tom de romantismo. Acho que estes poetas fazem como no dadismo: colocam umas palavras em um saco e o que sair vira poema! E o que é a arte moderna? Sério, confesso minha culpa em parte, mas a outra parte tem razão: um fio torcido no chão e o povo passa com ar de admiração? Ainda soltam aqueles comentários, tipo: "Nossa! Representa o infinito e a insignificância do ser perante o universo." Quando fui para Escócia e estava visitando o museu de arte moderna de Glasgow, havia uma "obra", que eram várias bolsas do estilo vovô, uma dentro da outra. A idéia era você colocar um fone de ouvido que tocava uma música eletrônica. No embalo da música, você ia abrindo as bolsas até chegar à última. Tchã, tchã, tchã, tchãããã!!! E o que tinha na última? Uma pedra! O que significa? Tempo perdido, é claro. Agora vou fazer o mesmo e colocar uma camisinha na última bolsa. Pegaram a analogia? As bolsas são o sexo: uma descoberta crescente. E a camisinha é a base. Ou seja, mesmo que você descubra tudo, não pode esquecer o principal. Será um trabalho lindo de conscientização da população infanto-juvenil.
Por último, vamos falar de trapos, ou melhor, roupa usada. Para mim, roupa velha é no brechó. Só que agora tem gente vendendo camiseta usada, toda furada, em NY, e dizendo que há história nelas, que é arte. Isto é "pega trouxa". Agora roupa velha mudou de nome. É "vintage". Na minha época, se chamava "roupa de ficar em casa". Temos urgente que arranjar um jeito de ganhar dinheiro com estas coisas. Vou cortar o cabelo, colocar umas roupas rasgadas, falar só em rima, fazer umas esculturas com arame e balões de água e pronto: artista plástica autodidata, que critica o mundo pós moderno frente às redes de relacionamento.
Escrito por Paulinha/ Samylle às 13h00
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Veggies
O que mais se discute atualmente é sobre alimentação saudável. Realmente acho importante este assunto, apesar de não trazer nada de prazeroso à mente. Mas é indiscutível que alimentação natural logo traz a idéia de algo insosso, o que é a mais pura verdade. Alguém já ficou com água na boca ao ver um programa que ensina receitas saudáveis na TV? É sempre aquela reação: “Ah, bacana. Tem até uma cara colorida, mas deixa para outro dia.” Nunca é alguma coisa que você fica babando, louca para comer. São sempre sementes, cascas, folhas, que viram uma gororoba. No fim, você tem certeza que a receita ficou horrível, mas a apresentadora, ao experimentar, tenta fazer uma cara de ultra-saboroso para te convencer. O pior de tudo é o trabalho que preparar uma receita natural dá. Há sempre ingredientes que não se acham em qualquer lugar. Haja disposição para se converter a este mundo. Um você aproveita a casca, outro tira a semente, o outro fica com o miolo... Muito complicado. Para, no fim, restar um prato, senão normalzinho, bem sem graça. Você pode ser aventurar no mercadão: aquele local tranquilo, fácil de estacionar e vazio. Um passeio bem agradável, que pode ser feito quase que diariamente. Ok, ok. Os radicais já vão começar a criticar este “post”. Sim, os radicais = vegetarianos. People, o que são os vegetarianos? Pessoas sem ânimo, claro. Você já comparou um animal da floresta carnívoro com um herbívoro? Os carnívoros são sempre os que correm mais, mais bonitos, imponentes, enquanto os herbívoros ficam mastigando matinho o dia inteiro, deitados, poupando energia. O mesmo ocorre com os homens. Outro dia, meu irmão, que é adepto destas correntes, enviou um DVD para o meu pai, a fim de convencê-lo a parar de comer carne. Eu me empolguei e quis ver o DVD, pois, se fosse algo interessante e vantajoso, eu mesma ia querer parar. O comentário era que o filme era tão interessante e “forte”, que deveríamos estar preparados para vê-lo. Eu levei a sério. Fique ansiosa durante alguns dias, até que tomei coragem de ver. Já tinha até me despedido da carne, quando comecei a ver o tal vídeo. Bom, para começar, todas as pessoas que deram depoimento no DVD pareciam semi-vivos. Pálidas, sem cor, sem entonação de voz, com aquela pele flácida, cheia de rugas. Vocês já perceberam como os vegetarianos têm a pálpebra caída? Acho que eles não têm força nem para abrir os olhos. rs O depoimento que mais me impressionou foi de um médico. Sério, eu fiquei vendo o DVD até o fim, porque tinha certeza que viria uma legenda: “Em memória do Dr. Xxx”. O cara estava quase morrendo! Além disso, o que é um vegetariano em um churrasco? Ele se acaba no vinagrete! Hum, pãozinho, vinagrete, suquinho de clorofila. Que DILÍCIA! Mesmo com aquele cheiro maravilhoso na grelha, parece estar imune a qualquer vontade compulsiva. Fala sério, gente. Sem extremismo. Carne vermelha tem gordura. Ok, vamos maneirar. Mas sem essa de querer virar “herbívoro”. Eu prefiro me parecer com o rei da selva. 
Escrito por Paulinha/ Samylle às 14h11
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Alienígenas da academia
Já falamos rapidamente sobre os habitantes das academias. Mas o tema é tão profundo que decidimos fazer um “post” especial sobre isso. Vamos falar das manias às neuras, passando pelos trejeitos, trajes, papos e costumes. Talvez você se enquadre neste estereótipo, ou sinta-se totalmente por fora, ou simplesmente consiga conviver pacificamente com esta espécie. Vamos ver! Quem foi que falou que ir para a academia de manhã dá disposição? Primeiro, se você vai à academia de manhã, significa que começou seu dia antes do normal. Ou seja, vai acordar mais cedo, de mau humor e chegar lá com um mega sono. Neste estado, duvido que vá se dedicar o suficiente para fazer todos os exercícios corretamente, o que, certamente, vai te trazer algumas dores pelo corpo durante o dia. Além disso, estando o seu corpo desacostumado a menos horas de sono, durante o dia vai bater aquela preguiça e vontade louca de estar na sua cama. Conclusão: academia não dá disposição, mas, sim, cansaço e sono. Bom, suponhamos que você está na academia e até com disposição. Eu disse disposição de um homem médio, mas não pique suficiente que acompanhe o ritmo de um professor de academia. Umas das piores coisas em uma academia é a aula de hidroginástica. Além da grande chance de você ser humilhado por velhinhos que conseguem fazer o exercício melhor que você, terá que agüentar o professor gritando o tempo todo. Ao tentar burlar o exercício estendendo menos a perna, esqueça. O professor tem olhos biônicos e gritará: “vai até o finaaaaaal!” Como assim? Como ele vê com precisão além da água? Ninguém sabe. Aí você começa a se matar e o professor simplesmente diz: “Não pára”. Enquanto isso, ele vai bater um papo com outro professor e larga você na piscina, se matando, tentando imaginar quando aquela tortura acaba. É aterrorizante. Você se sente um abandonado, porque o professor faz uma vez o exercício “demonstrativo” fora da água, sem nenhuma dificuldade, e quer que você fique fazendo aquilo com sorriso no rosto eternamente. Já os professores de ginástica localizada parecem ligados no 220v “all the time”. Estão sempre gritando por todos os lados, sendo que as mulheres usam top e shortinho, sem sacudir nada, com milhões de quilos nas caneleiras e exigindo sua mais alta performance. Sempre que você está naquele limite da dor, perguntando-se se realmente aquilo um dia vai valer a pena, eis que ouve no fundo: “Deeeeeeixa queimaaar.” Parece que estamos com um maçarico no corpo e ainda temos que agüentar este “estímulo”. Indo para a ala menos pró-estética e mais pró-saúde, podemos citar pilates e ioga. O primeiro até hoje é uma incógnita: contrai o abdômen e gruda o umbigo nas costas. Certo. Estou em apinéia. Aí vem a famosa voz de fundo: “gruda o umbigo, mas respira”! Alguém sabe me dizer como fazer as duas coisas ao mesmo tempo? E o ioga, com aqueles barulhos esquisitos e ensinamentos que mais parecem grupo de auto-ajuda. For a que é totalmente dispensável o shortinho do “jacaré do tchan” que alguns professores insistem em usar. Fora as aulas, há os habitantes das academias: aqueles que consideram o local sua segunda casa, e amam os espelhos. Adoram fazer poses e se auto-elogiarem, além de viverem disputando com os outros em quem a creatina fez mais efeito, quem levanta mais peso, quem fica mais vermelho, quem as veias do pescoço saltam mais etc. Também há as gordinhas sem fôlego. Normalmente, elas chegam empolgadas, mas logo vêem que é preciso mais calma... As “piriguetes” também existem lá. Sim, são “non-senses” de fio dental, barriga de fora e que adoram chamar a atenção, seja dando em cima do professor, gritando pelos corredores ou fazendo exercícios para glúteo incessantemente. De uma maneira ou de outra, a academia se assemelha a um zoológico, onde diversas espécies vivem harmonicamente, dentro da sua jaula, ou seu mundinho de auto-devoção. E, pior ainda, eles tem a capacidade de nos fazer sentir que somos nós os alienígenas, e não eles!!!
Escrito por Paulinha/ Samylle às 13h03
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Processo seletivo
O mundo globalizado exige cada vez mais de todos nós, seja no trabalho, em casa, amigos e até no amor. Nada mais justo que sermos exigentes também. Assim, tendo em vista quão fácil é sermos enganadas com pretendentes, decidimos elaborar um rol de perguntas, que somente aceitam uma única resposta. Algumas são básicas e dizem mais a respeito do futuro. Outras, do presente. Assim que o pretendente se aproximar, não importa o lugar - balada, aniversário, festa -, pergunte imediatamente tudo que precisa saber. Não tem essa de esperar o momento certo. A hora é agora. Time is money, baby. O que significa para você: Monogamia? Casamento? Devoção a mim? Virgindade? Captura híbrida? Dinheiro? Casa em Búzios? Jatinho? As 3 últimas devem ser respondidas: sim, possuo. As 3 primeiras devem ser o ideal de vida do parceiro. Já as 2 do meio, virgindade e captura híbrida, estão intimamente ligadas. Tendo em vista que, segundo nosso ginecologista, daqui a 5 anos, 100% das pessoas terão HPV, é importante que o pretendente faça captura híbrida com freqüência. Se ele for um cara moderno, não vai ter preconceitos e se cuidar. Apenas certifique-se se é verdade e solicite os 3 últimos exames para comprovar a “limpeza” do rapaz - ninguém quer ver um órgão com uma couve-flor na ponta, né? Mas, se ele for mais conservador, e nunca tiver feito exames, é melhor que seja virgem. Nada como um inexperiente, que fica encantado com tudo, e não exige alta performance. É o par ideal: humilde, limpinho e, após você introduzi-lo no mundo dos prazeres, terá real devoção a você. Nada mais fofo que um homem inseguro, trêmulo, com medinho da hora H. rs Após a primeira etapa de perguntas, seguimos para um teste de conhecimentos específicos. Escolha qual dessas doenças mais se assemelha a você: A) bipolaridade B) depressão C) esquizofrenia Prefiro um tristinho com o mundo do que um que não sabe interpretar o mundo. De louco todo mundo tem um pouco. De médico também. Qual especialidade você escolheria: A) ginecologia B) neurologia C) urologia
Qual a dúvida? Dããã. Após aprovação nas duas etapas iniciais, podemos seguir para a fase final: dinâmica de dupla.
Escrito por Paulinha/ Samylle às 11h46
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Os casais
Há um vírus que ataca as pessoas somente quando elas se juntam e formam um casal. É incrível como um ser único é legal, divertido, animado, sociável, mas, quando se encontra com outro, formando um C A S A L, vira uma companhia monótona e, por vezes, irrelevante. Sempre que vamos sair ou planejamos algo mega divertido, pensamos na lista de convidados. E os casais são automaticamente excluídos, de forma natural. Sem birras, sério. A gente pára e pensa: convidar o fulano e a ciclana? Não. Para quê? Eles vão ficar em um canto, se olhando, sempre com aquele indispensável ponto de contato, seja se abraçando ou segurando a mão do(a) outro(a), dando risadinhas entre si, fazendo grunhidos, falando seu próprio dialeto e totalmente por fora dos assuntos do momento. Pior, a probabilidade de o casal não poder ir ao evento é muito grande. Isto porque a prioridade de um casal é um super aniversário da bisavó, chá de cozinha da prima etc. Baladas, bebidas e risadas? Ah, não. Tudo isso é muito chato. Bom mesmo é virar um siamês e vagar por ambientes familiares. Além do mais, todo casal é desanimado. Jamais vai topar ir a um bar e depois em uma balada. A bateria acaba rápido. Então escolha qual convite quer fazer porque, certamente, eles vão desanimar no meio do caminho. Como os casais são seres isolados do mundo, a probabilidade de briga quando estão em um círculo social é muito grande. Isto porque estão destreinados do mundo civilizado e nem entendem as brincadeiras. Assim, embirram com a menor provocação. Claro que toda regra tem sua exceção. No nosso círculo de amizades, podemos citar alguns casais. Eu mesma já namorei e acredito que formei um casal divertido, que interagia e dançava. Nunca formamos a dupla “monotonia e vagareza”. Até porque eu ligo o famoso “fuck you” e continuo do meu jeito. Se quero dançar loucamente, danço, rio, abraço, whatever. Acho que só os inseguros querem se anular mutuamente de modo que o casal vira algo dispensável. No outro dia, quando vamos lembrar do fim de semana, das histórias, esquecemos que eles, o casal gasparzinho, também foi. É algo automático. Começamos contar disso, daquilo, aí vem uma pessoa e diz: e o x e a y? Ah, é verdade. Eles foram. Nem lembrava... Isto porque é realmente uma “presença que não se faz presente”, infelizmente. Quanto a mim, Samylle, quando me transformo em um " casal" na balada e estou bêbada, não tem como escapar, todas as minhas maiores qualidades se vão. É como se eu me transportasse para um mundo paralelo onde só vejo a pessoa. Sabe quando estamos bêbados e perdemos a visão perifèrica? Pois é, e este mesmo fenômeno que me ocorre. Esqueço de tudo e de todos. Nem adianta querer minha atenção que você não terá. E não precisa ser namorado, não. Claro: bêbada na balada. Pode ser aquele “Zé Mané” que acabei de ficar que eu não consigo mais manter um diálogo com a amiga do lado( ainda bem que a Paula me perdoa pelas constantes omissões) Já tentei enquanto namorada manter o meu " dance"(sim, eu faço coreografias baseadas nas letras da músicas), mas o cara não gostava muito. Não me rendi, mas ficava um pouco sem graça de fazer algo que ele não "aprovava". Enfim..Quero ser um casal legal: "que dança junto, ri junto, bebe, cai e levanta." Não entendo por que perdemos a nossa " graça" quando namoramos. Namorando não temos mais os “big papers” para contar. E, se temos, é motivo de briga. Acabam as ressacas legais, que você pergunta para as outras pessoas: " o que eu fiz?". Quando criança meu sonho era casar com o “Didi Mocó”. É bizarro, mas acho que eu já era uma pessoa observadora, e percebia que os casais perdiam a graça. Portanto, nada mais natural do que querer se casar com a pessoa que mais me fazia rir: Didi Mocó!
Escrito por Paulinha/ Samylle às 10h56
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O dilema do fim de semana
Como boa moça solteira de 25 anos, a chegada do fim de semana é aterrorizante. Sim, junto com a sexta aproxima-se também aquela pressão de: “Tenho que me divertir. Sou jovem, bonita e solteira”. Sentimos medo, ansiedade, desânimo, animação... É quase uma TPM em fração de segundos. Ah, que terror! Aonde ir? Que roupa vestir? Quem chamar? Quanto gastar? O lugar precisa ter boa música, gente interessante, animada e, de preferência, com bebida barata. Bom, este lugar não existe. Ao menos aqui em São Paulo. Todo o fim de semana passado em branco é mais um pouco da juventude que se vai. Escuto a voz da minha vó em minha mente: “Aproveite enquanto você é jovem, minha filha”. Mas que coisa! E se eu não quiser aproveitar? E se quiser passar todos os meus fins de semana deitada? E depois que ficar velha? Acabou minha vida? Além do fato de não estarmos “aproveitando a vida”, há a tendência de a nossa solteirisse perdurar. Ok, ok. “Você não vai conhecer o homem da sua vida na balada”. Mas é muito difícil o cara da sua vida ter o hobby de entregar pizza sábado à noite. Tenho a convicção de que temos que aproveitar, sim. Mas já estou cansada de balada lotada, gente estranha e bebida cara. Fora que muitas vezes me sinto em um documentário do Discovery Chanel: “Os machos de regata e corrente mostram seus músculos e fazem a dança do acasalamento para tentar atrair as fêmeas. Enquanto isso, as fêmeas fazem a sua dança da sensualidade, tentando, ao máximo, mostrar as partes do corpo que são sinônimos de fertilidade”. Oh, que cena dantesca! Como fugir destas verdades? Após um longo período sem sair, achamos a balada ideal. É cara, mas ao menos as pessoas dançam livremente, sem querer chamar atenção do sexo oposto, fazem-se amigos e a diversão é garantida. Após irmos várias vezes à mesma balada, chegamos à conclusão que vivemos em um mundo à parte, onde só o que importa é a música e nossa dança. Ficamos enlouquecidas, rindo de brincadeiras que só nós entendemos, fazendo “dancinhas” ridículas e espantando todos à nossa volta. Com este olhar crítico, decidimos que tínhamos que mudar a postura. Não dá para ficar nesta bolha, porque no outro dia mal lembramos quem cumprimentamos na balada. Assim, fomos à prova de fogo no sábado. Fizemos um esquenta e seguimos para a “dita cuja balada”. Desta vez, acompanhadas do “São Romão”. O foguete já estava forte e a Paula não lembra nem de como ensinou o caminho para ele. Chegando lá, estava tocando uma das bandas que mais curtimos e, por óbvio, levemente embriagas, queríamos roubar os instrumentos. O desfecho foi bem pior do que todos os dias. A banda ficou brava com a Paula ensandecida, que, por sua vez, não se lembra de quase nada. Para piorar, ela acha que vomitou no chão da balada, mas não se recorda direito. E simplesmente o dono da balada foi ajudá-la e nos liberou para sair e tomar um ar. Que bela mudança de postura, hein? Pelo menos ela não havia comido. Como bem definimos, foi só uma “aguinha”. Como chegamos ao fundo do poço no quesito falta de postura na balada, consigo sentir novas vibrações para o futuro. Que os anjinhos protetores das “bebinhas” perdidas nos protejam.
Escrito por Paulinha/ Samylle às 17h24
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Homens que engravatam
Não. Não vamos falar sobre homens engravatados. Estes são um charme em meio a um dia caótico. Deixaremos este tema para depois. Hoje falaremos sobre homens que dão aquela gravata na balada. Dotados de extrema sensibilidade, eles acham que gravata, mata-leão ou qualquer demonstração da força masculina é conquistador. Ah, sim, claro. Você quer um beijo, me estrangula e eu adoro. Podemos afirmar que esta atitude é a top 1 nas bizarrices masculinas na balada. Em seguida, vem “puxar o cabelo”. Voltando às engravatadas, normalmente estes homens esperam o momento de distração e aí atacam. Travam o braço no seu pescoço, passando a mensagem implícita: ou me beija ou ganha um torcicolo. Ok, eu fico com a segunda. Credo! Mesmo na categoria “homens que engravatam”, há diversos níveis: 1- O menino que engravata: Trata-se de um adolescente, descobrindo sua sexualidade. Ele é inseguro ainda. Basta você dar um berro com ele e o “tadinho” solta, com medo de ser debochado pelos amigos. 2 – Homem “engravatador de cotovelo”: ele te dá uma gravata e você se esquiva sem dar atenção. Antes, você que era linda, passa a ouvir xingamentos: “sua feia, gorda, chata.” Aaaah, por que se eu tivesse me rendido seria bonita, magra e legal? Ele fica com dor de cotovelo e ainda quer acabar com você. Ou será que ele acha que vai se arrepender e voltar atrás para ouvir que é linda? 3- Homem gravata iniciante: é aquele homem que ainda não sabe o “timing” e a força da gravata. Ele puxa, mas você consegue se esquivar por baixo facilmente, dando um “olé” nele. 4 - Homem gravata mediano: bom, este você encontra em qualquer lugar. Ele parece fanático por treinar a gravata e vai se aperfeiçoando. Realmente ele acredita que a gravata é uma forma de conquista, pois ele trava seu pescoço com o braço e, mesmo estando no total controle da situação, fica pedindo um beijo seu. Neste caso, finja estar segura e se negue. Ele vai acabar soltando. 5- Gravatão: o mais ogro de todos. Basicamente ele te prende, te machuca, força e ficando forçando um beijo. Acaba conseguindo encostar nos seus lábios, porque, ao virar a cabeça para se esquivar, acaba esbarrando na boca dele. A boa notícia é que o Gravatão não consegue travar e raciocinar ao mesmo tempo. Encontre um posição segura durante alguns segundos que logo o protótipo de homem irá solta-la. Com tantos tipos de homens que engravatam, será que ainda sobram alguns homens de gravata?
Escrito por Paulinha/ Samylle às 11h22
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Repentistas
Este lema ufanista de que o melhor do Brasil é o brasileiro faz com que os cidadãos achem que fazer qualquer coisa deve ser sinônimo de arte e admiração. Um grande exemplo disso são os repentistas. Eu respeito toda forma de expressão - este blog é uma delas - e toda forma de arte, desde que me seja dada a possibilidade de participar ou não. Esta alternativa não ocorre com os repentistas. Normalmente eles chegam do nada, sem perguntar se deseja ouvir algo, e já iniciam a cantoria. Lembram em muito os lavadores de pára-brisas no sinal, que, ao seu menor descuido e intenção de parar o carro, já lançam um jato d´água e começam a ensaboar. Isto também ocorre com os repentistas. Não importa onde você esteja, nem sua expressão de indignação ou falta de paciência: nada os detém. A maior intenção deles é comovê-la(o) em algum local público, sem se importar em que situação você se encontra. Imagine estar em um restaurante naquela discussão com seu namorado, que, em poucos minutos, já virou ex, e sua única idéia é jantar o mais rápido possível, discretamente, e ir embora. Eis que surgem os repentistas. Basta eles verem um casal, que, com certeza, vão fazer alguma música tirando sarro de relacionamento. Não importa o tipo de casal. Você nem precisa parecer namorada(o) de ninguém. O gancho é relacionamento e é sobre isto que vai ouvir: "Olha que moça bonita Preste atenção, meu rapaz Se você não casar logo Vai ser deixado para trás.” Neste momento, todos do restaurante estão olhando para sua mesa, e você não sabe se interrompe o repentista explicando o que está ocorrendo, se foge, enfia sua cara no prato ou começa a chorar logo, já que esta é sua vontade há horas. No fim da música, cuja composição, quase sempre, é de rimas pobres, que a gente até mesmo já decifra o final, todos batem palma e é hora de você dar sua contribuição. A pergunta é: contribuição para quê? Para que isto ocorra outras vezes?
Escrito por Paulinha/ Samylle às 10h43
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O segredo das autolimpantes
Quem nunca se perguntou durante aquele happy hour por que algumas mulheres, após um longo dia de trabalho, em um verão escaldante, um dia estressante (especialmente as advogadas que correm de uma audiência para outra), conseguem se manter impecáveis? Os cabelos sem um fio arrepiado, com aquele movimento de quem acabou de sair do salão, a pele sem aquele brilhinho enlouquecedor, que parece que fomos envernizadas, a maquiagem sem nada escorrendo, o batom – pasmem! – perfeito e a roupa sem nenhum amassado. Há algumas que vão além: vestem-se com roupas de linho e mantém-se perfeitas! Só nós, mulheres, sabemos o quanto é difícil manter um look perfeito durante o dia todo. Portanto, sabemos a raiva que dá ao ver aquela mulher na mesa ao lado toda linda e graciosa, enquanto você está torcendo para que ninguém chegue muito perto, tentando, disfarçadamente, sentir se o desodorante não está vencido e, principalmente, torcendo que não olhem muito para o seu cabelo. É aquela famosa situação em que gostaríamos de tomar um “chá de sumiço”. Após pensarmos bastante sobre este assunto intrigante, temos uma teoria: essas mulheres não são reais. Elas fazem parte de um complô deles, os culpados por todos os males do mundo: os EUA. Tudo isso é tramado para nos fazer consumir mais. Claro! São pessoas contratadas. Elas nos fazem pensar que nosso esforço não foi suficiente e que a razão de elas estarem impecáveis é por possuírem produtos de beleza de alguma marca melhor do que a nossa, proveniente de lá, dos Estaaaados Uniiiiidos. Ora, tem algo mais irritante do que essas mulheres que não transpiram e que estão sempre felizes? Elas não têm razão para estar bravas ou irritadas. São autolimpantes e sem preocupações! Acordam sempre de bom humor, espalhando bom dia com uma voz de quem está feliz da vida. Mesmo que seja um dia chuvoso, elas estão sorridentes! Ah, este imperialismo americano... Há uma vertente deste tipo de mulher que são as maníacas por academia. Enquanto você, durante aquela aula de “Jump”, está toda suada, com o rosto cheio de placas vermelhas, o cabelo puro óleo, pingando, a roupa desajeitada, pensando na hora de ir embora e devorar um belo doce, estas “mulheres” estão belas e formosas, falando alto, sem manifestar sequer um suspiro de cansaço, sobre as próximas aulas que elas querem participar. Pois bem, elas também são contratadas. Elas não são gente como a gente: “real people”. Influenciadas pelo imperialismo americano, as academias, em uma pura estratégia de marketing, contratam estes raros seres. Tudo isso nos faz sentirmos obrigadas a fazer mais uma aulinha: “Poxa, se ela consegue, eu também consigo.” A gente pára e fica intrigada olhando estes seres inacreditáveis, que normalmente andam com um super shake de proteínas, usam short da “gang”, microtop com peito siliconado e parecem morar na academia. Habitat natural delas, ao contrário de nós, seres humanos, que não conseguimos passar muitas horas naquele cativeiro. Hello, people! Agora tudo está claro. E podemos ficar mais calmas, pois gente como a gente fica brava, suada, descabelada e amassada! Agora que todas sabemos qual é o verdadeiro segredo destas “mulheres”, temos que ficar atentas a estes sinais de “fake girls”. Eu não sou autolimpante, e daí?
Escrito por Paulinha/ Samylle às 12h22
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Sexo e bla, bla, bla - 1
Na TV, nada se cria, tudo se copia. Isso todo mundo já sabe. Mas também não precisa levar a ferro e fogo. Não agüento mais a quantidade de programas que entram e saem do ar falando sobre o mesmo assunto: sexo. Acabou! Século 21. Chega de falar disso toda hora, como se estivesse realizando um trabalho de conscientização, educacional. Todo mundo já sabe como fazer. E, muitas vezes, há um médico querendo dar explicações científicas para o que está mais do que claro. Eis as perguntas e respostas: A camisinha estourou, e agora? Você sabe rezar? Tamanho é documento? Claaaaro. O ponto G não é na porta. Portanto, se ele não alcança, esquece. Entre quatro paredes vale tudo. As pessoas podiam nos poupar deste clichê. Vale tudo, sim. Vai lá, se tranca nas paredes e não comenta comigo. Ele tem uma “verruguinha”. Diz que é de nascença, mas estou preocupada. É doença! Ele deve ter saído com puta há um tempo atrás e agora tá podre. Verruguinha é nojentinha. Não consigo sentir prazer. Ele manda mal. Não adianta ficar conversando, não. O que mais atrai num homem? O olhar. Ah, ta. Experimenta passar a noite toda olhando para ela sem fazer nada. Ou vai levar um tapão na cara ou ela vai dormir. Aliás, um tapinha dói? Um tapinha não dói, mas um tapão dói. Ele quer fazer sexo anal. Hahahaha. Se fu... Depois do anal pode emendar um vaginal? Anta, você quer colocar merda no útero?
Escrito por Paulinha/ Samylle às 11h44
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Sexo e bla, bla, bla - 2
Gosto de transar com animais. É normal?Não, não é. E isto não é ser careta. Você que é doente. Só gosto de fazer no escuro. Tem vergoinha? Eu e meu namorado não transamos faz 1 ano. Há algo de errado com nossa relação? Sim, queridinha. A senhorita é frígida. Namoro uma menina há 5 anos, mas tenho fantasias sexuais com meus amigos. Será que sou bi? Tu é gay, tu é gay que eu sei. Namoro há 1 ano e meio... Mas nunca transamos. Apesar de já ter tido relação com outros homens, acredito que sexo não segura homem. Imagina, não segura, não. Afinal, o que é o sexo para um homem? Algo insignificante. Saio com um cara faz 6 meses, mas ele nunca tentou avançar o sinal. Ele é gay. Ele é gay que eu sei. Sou virgem e namoro há 3 anos. Mas ainda tenho medo de me entregar. Quero que seja especial. Qual o nome do babaca? Chego em casa e meu marido está assistindo filme pornô. Isto é normal? Se olha no espelho e terá a resposta. Meu marido quer fazer ménage com uma prima minha. Tem perigo de ele se apaixonar? Perigo, não. Ele já está apaixonado e esta foi a maneira que ele encontrou de te trair com consentimento. Meu namorado adora sexo oral, mas tenho nojo. Você só quer saber de brincar no parquinho e não gosta de fazer manutenção. Meu namorado gozou na minha coxa. E agora? Ai, que sono. Você acha que esperma é peixinho? Posso engolir? O que não mata engorda. É verdade que masturbação faz crescer pelo na mão? Se fricção desse cabelo, ia ter um monte de careca por aí com a cabeça ralada. Posso transar menstruada? Se tiver OMO em casa... Ainda sobrou alguma dúvida?
Escrito por Paulinha/ Samylle às 11h44
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Planejamento é tudo
Tudo começou quando uma amiga marcou a data de casamento. Simplesmente ela marcou na igreja mais desejada para uma noiva: a nossa senhora do Brasil. Como estamos em agosto, só havia data para setembro de 2011 e, segundo nossos cálculos ( em se tratando de número ímpar e primo, em conjunto com a data de nosso nascimento), este também será NOSSO ano. Tirando a margem de erro para mais ou para mais, temos aí, no máximo, 2 anos para organizar a festa. Assim, percebemos que está em cima da hora. Temos que ligar urgente, já que uma vai casar em outubro e a outra em novembro. As datas estão acabando! Corram, girls!!! Tendo em vista que só está faltando o marido, segue a conversa com nosso futuro marido, buscando otimizar o tempo e afastar as neuroses e joguinhos de sedução. Afinal, com tudo organizado, a noiva não será neurótica. O "timing" é o mais importante. Ao pronunciar a palavra "casamento", independente do contexto, seja em filme, família, revista ou até mesmo um comentário negativo sobre este instituto, diga sorrindo: "Não se estresse com isso. Já está tudo certinho. A nossa senhora do Brasil já em nossa. 2011 a gente vai brilhar. Vc tinha algum outro plano?" Mas não dê tempo dele responder. " O vestido ainda não comprei, mas já tenho o modelo em mente: um tomara - que -caia lindo. E você, que fofoooo, num risca de giz que eu vi hoje F-A -N-T-A-S-T-I-C-O. Coisa do destino. Quem diria que era hoje que a gente ia conversar sobre isso, hein? E a aliança? Como você tem bom gosto, meu amor! Ouro branco, bem delicada, super chique.Minhas priminhas não aguentam de ansiedade para serem as daminhas... Temos que ir rápido, pois a Flavinha já está crescendo. Na minha formatura tocou uma banda fantá stica que eu já até pré-reservei. V ocê vai se acabar na pista. Querido, você não sabe como essas coisas dão trabalho. Ainda bem que eu me adiantei um pouco e já fui agilizando para você. Sou uma pessoa muito generosa e, buscando seu bem-estar, já fui vendo estes pequenos detalhes. Amor, eu quero que você esteja comigo em todas as decisões. A cor da fitinha do bem casado ainda está em aberto... Dourada ou creme? Ai, esqueci, vai ter que ser dourado mesmo, pois as flores são verdes. Afinal, fitinha é irrelevante. O nome dos filhos é que é importante. Eu quero ter 3 filhos, né? O nome das 2 meninas eu já pensei. É um sonho de criança que você terá o prazer de realizar para mim, mas o nome do menino não tenho idéia. Olha como a sua esposinha é generosa. Você pode escolher... entre João Pedro e Pedro Henrique porque o nome Pedro é lindo, né? O Pedrinho vai ser a sua cara. Você vai poder brincar com ele na área de lazer do prédio... O apê vai ficar pronto 2 meses antes do casamento, mas o decorador já está trabalhando no projeto!!! Depois passamos na corretora para você ver como é a nossa cara. Quanta felicidade! Mal posso esperar pela nossa viagem de lua-de-mel. Ainda bem que você ama praia como eu. Vamos nos esbaldar no Taiti!”
Ao final da conversa, seu futuro marido perceberá que você é uma mulher visionária, decidida, organizada e que faz as melhores escolhas. E todos aqueles medos que os homens têm de se casar vão se dissipar rapidamente, e ele verá que você é a mulher da vida dele. Que sejam felizes para sempre.
Escrito por Paulinha/ Samylle às 13h40
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Ida ao ginecologista
Recentemente, mudei de plano de saúde, e, com isso, começa aquela peregrinação atrás de novos médicos. Como boa amiga que é, a Paula me indicou um ginecologista que, segundo ela, era muito bom. Ela até chegou a comentar que ele era boa pinta, mas como – pasmem!- eu estava focada apenas na minha saúde, fiquei feliz de ter uma indicação e não pensei duas vezes. Afinal, encontrar um bom médico está cada vez mais difícil. Após perder o telefone dele várias vezes, acabei marcando a consulta, às 17 horas de uma sexta-feira. O detalhe é que a Paula sabia o telefone dele de cor! Para quem não a conhece, até o telefone da casa às vezes ela esquece.
No dia da consulta estava super atrasada, mas corri até o local e com 15 minutos de atraso o médico ainda estava à minha espera. “Ai, que lindo. Ele é realmente comprometido com a medicina.”rs. Apenas para terem uma visualização real do dia, estava um calor infernal e eu literalmente corri a rua inteira do consultório, carregando alguns processos. Em suma, estava naquele estado “descabelada” e esbaforida quando o médico abriu a porta.
A primeira coisa que pensei: ”Bem que a Paula podia ter me avisado que ele é maravilhoso”. Por que este pensamento? Bem, não bastasse ser médico ( o que ganha uma estrelinha no nível de pontuação meu e da Paula), gineco (2 estrelinhas), ele era a coisa mais linda do mundo (3 estrelinhas - ideal para casar): uma mistura de George Clooney com jeito sexy do Rodrigo Lombardi. Contive a risada e entrei. Bem, meu olhar envergonhado não dava para disfarçar e, enquanto ele mexia no computador e fazia umas perguntas de rotina, eu tentava me arrumar. Com certeza ele percebeu que eu estava sem jeito, pois amarrei e desamarrei o cabelo umas dez vezes .
Chegou o momento fatídico em que ele manda colocar aquele avental horrível. Disse ele: ”você pode ir lá atrás e se trocar”. O “lá atrás” tem um espelho gigante: enquanto olhava as minhas estrias e pensava que deveria levar mais a sério a academia, ele falava do outro lado da sala: “ Tira só a parte de baixo”. Daí inicia a minha busca pelo maldito avental. Procuro por toda parte e ele não está lá. Grito e pergunto ao médico onde está o avental, e ele responde : “não precisa, mas se vc quiser eu pego pra vc”. Ah, sim, eu já estava nua e ia pedir um avental. Desencana. Não quis criar um atrito com um homem tão lindo e resolvi ir sem avental mesmo. Olhei para o lado e não tinha maca: apenas uma cadeira com aquelas alças para colocarmos as pernas. Pensei : “Fudeu”. Como ele mandou tirar só a parte debaixo, acabei ficando só com um mini blazer de manga curta e todo o resto exposto. Não sabia se escondia a bunda, a tal, se disfarçava e fingia que estava me sentindo ótima... Sentei na cadeira e com todas as minhas forças puxava a blusa para baixo em um tentativa desesperada de deixar tudo aquilo menos constrangedor. Ocorre que a situação só se agravava, pois quanto mais eu puxava mais os peitos apareciam, pois a blusa era meio decotada. Quando ele foi me examinar, estava com o blusa torta, com metade do peito aparecendo e com aquela cara de: “por favor, não me olha.”
Ele pede para eu colocar as pernas naqueles apoios. Eu coloco e ele diz: “escorrega um pouco mais para frente”. Ah! Que coisa ridícula e que posição horrível: eu, de pernas abertas, olhando para ele! Em seguida, ele aperta um botão e a cadeira começa a ficar na horizontal. Menos mal, pois assim não tenho que olhar para ele. Mas até que a cadeira desça totalmente é aquela cena em que você olha para o nada e finge que está curtindo. Com a cadeira totalmente reclinada o médico me examina, e, devo confessar, na maior frieza do mundo. Como diria a Paula: “que pena. Ele podia passar um pouco mais de emoção. rs”. Em seguida pede para eu me trocar pois o exame havia terminado. Era o fim da consulta. Ele pediu uns mil exames e voltei para casa flutuando. Como é bom ver gente bonita!
Nem preciso dizer que fui a paciente mais diligente e fiz os exames o mais rápido que pude. Voltei ao consultório, mas agora preparada, de vestido e minimamente penteada. Mais uma vez lá estava ele, lindo, forte, moreno, e médico! Ele olhou todos os exames, disse que tudo estava lindo e falou para retornar daqui a 6 meses. Pensei comigo mesma: ” Dr., 6 meses é muito.” Hoje penso em uma desculpa para voltar lá antes do tempo. Acho que vou marcar uma nova consulta e falar que estou preocupada com a gripe suína e como ele é o único médico em quem confio, TIVE que procurá-lo.
MANIFESTO DA PAULA: Gente, como é de praxe da Samylle, todos os posts que ela cria, me passa antes para que eu dê um corrigida e uma incrementada, principalmente se for algo que ocorreu com as duas. Sempre fico no anonimato quando é uma história dela, mas desta vez tenho que me manifestar no sentido de que avisei, SIM, que ele era lindo. No entanto, conforme percebi, estou sem créditos e a Samylle, com certeza, achou que, pelo simples fato de ele ser médico e por eu achar isso “embriagante”, estava exagerando ao falar dele. Tomou?
Escrito por Paulinha/ Samylle às 22h26
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Falar sozinho agora é "in"
O mundo cibernético é realmente muito e interessante e, por vezes, ridículo. Lembro da época do icq, com aquele barulhinho -"oôu". Depois evoluímos para o msn. Aí passamos a compartilhar a vida no orkut e outros migraram para o myspace, facebook. Também há aquele programa que grava datas de aniversário e que eu nunca me atrevi a entrar. Agora, a mais nova invenção e também o mais ridículo sucesso da internet é o famoso "twitter." Que me perdoem os "twitteros", mas eu gosto mesmo é de gente que tem com quem conversar e que constrói frases, e não cospe pensamentos em uma "página pessoal." Claro que só estou escrevendo este blog após entrar em algumas páginas de twitter, seja de amigos ou de famosos, pois o sucesso era tanto que eu tive que bisbilhotar. Antes não tivesse conseguido isso: simplesmente todos os perfis que vi lá me decepcionaram. E o pior foi concluir que alguns amigos se incluem nisto. Tem coisa mais ridícula do que exteriorizar um pensamento solto, ao vento, para sabe-se lá quem? O que leva uma pessoa, por exemplo, a entrar no twitter e escrever: "Boa noite. Vou dormir!"?. Dãããã. Que dia legal o seu, hein? E que noite agitada. Ainda bem que você resolveu compartilhar comigo que está indo para... a cama!!! Que bizarrice. Imagino eu, no meio da tarde, com aquela vontade louca de comer chocolate. Antes de ir comprar um chocolate, dou uma "passadinha" no twitter e escrevo: "Quero chocolate!!!". Sim, um grito, porque normalmente estes posts são acompanhados de ponto de exclamação e "carinhas" que só um nerd sabe fazer com o teclado. Para quem e por que fazer isso? Não sei. Fora isso, há aquelas pequenas revelações: quem finge que trabalha, quem está entediado, quem odeia o chefe, quem quer aparecer etc. Outro dia vi um post assim: "...I´m gonna burn one down." A perguntar que não quer calar: "Quico? E daí?" Vai fumar logo e sai desta m... Incrível como tantas pessoas aderiram a isto. Falar para ninguém será tão legal assim, que eu estou perdendo "an amazing oportunity"? Depois quem fala sozinho é chamado de louco. Não é a mesma coisa? Ah, não, porque no twitter há os "seguidores". Ui! Que legal! Eu tenho 40 seguidores. hahaha. Seguidor do quê? Dos seus pensamentos deturpados? Da sua vida? Da sua solidão? Do seu mundo falso? Que coisa tosca!!! Pior que escrever baboseira é existir alguém que ratifica isto como sendo interessante e/ou útil. Para finalizar, fazendo uma analogia, acredito que o verdadeiro twitter tenha sido criado pelos mendigos. Estes, sim, falam sozinho porque não têm com quem falar e são ignorados pela sociedade. Mas os pobres coitados são rejeitados. Talvez se eles andassem com um banner pendurado - estilo aqueles da praça da sé em que há escrito "vende-se ouro", "fotos 3x4" - com seus pensamentos do dia fossem taxados de "cool".
Escrito por Paulinha/ Samylle às 22h01
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